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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Documentos apreendidos pela PF mostram Clube da Corrupção com 16 empreiteiras.

Há três semanas, ao raiar do Juízo Final – a sétima fase da Operação Lava Jato, que levou à cadeia executivos das principais empreiteiras do país –, uma equipe da Polícia Federal dirigiu-se a Santana de Parnaíba, município de São Paulo. Estavam atrás do engenheiro mecânico Cristiano Kok, de 49 anos, diretor da Engevix. A missão dos agentes era levá-lo à superintendência da Polícia Federal (PF), onde ele deveria ser interrogado sobre as suspeitas de corrupção que pesam contra a empresa. Havia um mandado para que, no jargão jurídico, os policiais o submetessem a "condução coercitiva". Acompanhado de uma advogada, Kok reivindicou seu direito de permanecer calado.

Enquanto Kok se negava a detalhar o que sabia, outra equipe da PF vasculhava a sala dele e de outros diretores da Engevix, na sede da empresa, em Barueri, na região metropolitana de São Paulo. Começava ali o Juízo Final na corrupção brasileira, de acordo com os investigadores. Na sala de Kok, dizem eles, houve a mais proveitosa de todas as buscas feitas pela PF naquele dia. Ali foram encontradas planilhas e anotações que, segundo os investigadores, corroboram fortemente a acusação de que um cartel domina há anos os contratos na Petrobras. 

A papelada confirma, em parte, o que o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef e dois dirigentes da empreiteira Toyo Setal revelaram em suas delações premiadas. Essas provas serão decisivas para embasar as denúncias que deverão ser apresentadas nesta semana pelo Ministério Público Federal (MPF) contra os empreiteiros presos.

ÉPOCA teve acesso ao conjunto de documentos recolhidos nas dependências da Engevix. Além de ratificar o que os delatores já disseram, os papéis revelam detalhes inéditos sobre os bastidores do que, em algumas das anotações, era chamado de “bingo” – e os investigadores chamam de "cartel". Os nomes de 16 empreiteiras – os "jogadores" do tal bingo – aparecem nas planilhas.Todas elas contêm colunas com os nomes de participantes. Estão listadas algumas das principais obras da Petrobras, como as refinarias de Abreu e Lima (Pernambuco), Presidente Getúlio Vargas (Paraná), Duque de Caxias (Rio de Janeiro) ou Paulínia (São Paulo). 

Há indícios, de acordo com os investigadores, de jogo combinado entre as empresas na distribuição dos contratos. O autor dos documentos – não se sabe ainda se Kok ou outro diretor da Engevix – anotava as prioridades de cada uma das empresas. Também registrava o apoio mútuo entre elas, para que saíssem vitoriosas nas licitações de sua preferência. A Engevix é alvo de dois inquéritos para apurar seu envolvimento nas irregularidades. Um deles trata especificamente do consórcio Rnest, liderado pela Engevix para prestar serviços à Petrobras na obra da refinaria de Abreu e Lima.

A cronologia dos papéis apreendidos na Engevix oferece um roteiro para entender como os jogadores do bingo combinavam aquilo que chavam de "prêmios" – e os investigadores afirmam ser os contratos da Petrobras. O primeiro documento é uma planilha de 24 de setembro de 2007. Leva o título “Lista de Novos Negócios (Mapão)”. Trata-se de um documento que descreve as obras das Petrobras e os serviços previstos em cada uma delas. A maior parte das contratações é para serviços em refinarias, área comandada entre 2004 e 2012 por Paulo Roberto Costa. No rodapé da planilha, uma observação chamou a atenção dos investigadores: “QG, CC e CN se posicionaram na Renest em prol do restante”. 

Na avaliação dos investigadores, a frase demonstra acertos futuros. As iniciais representam, segundo os investigadores e dois lobistas do setor ouvidos por ÉPOCA, as empresas Queiroz Galvão (cujas iniciais são QG), Camargo Corrêa (de iniciais CC) e Odebrecht (ou Construtora Norberto Odebrecht, de iniciais CNO, ou apenas CN, segundo os investigadores). Quatro dias após montar o tal "mapão", o autor atualizou o documento. Chamou-o de “Lista de Compromissos”. Ela foi novamente atualizada ao menos duas vezes, em 14 de março e 29 de abril de 2008. As combinações que aparecem no mapão espelham-se, na maiora das vezes, nos contratos fechados pela Petrobras.

Ao lado do "mapão" com as relações dos "prêmios", a PF apreendeu na Engevix anotações específicas sobre as obras de Abreu e Lima e do Comperj, as duas mais caras da Petrobras, e as duas contra as quais mais pesam as evidências de propina. Também apreendeu atas das reuniões. O autor das anotações chamou uma delas, datada de agosto de 2008, de “Tentativa para a ‘Fluminense’”. Uma outra leva o nome “Proposta de Fechamento do Bingo Fluminense”. "Bingo Fluminense" é, no entender da PF e do MPF, um codinome para as obras do Comperj. 

Segundo os documentos, os "jogadores" do "bingo" se reuniram em São Paulo, em 14 de agosto de 2009. A ata registra: "Reunião do bingo". Nela, descrevem-se as combinações dos contratos e as empreiteiras responsáveis por fazer a "coordenação". Anotações dão detalhes das negociações. Numa delas, registra-se, segundo os investigadores, que a sueca Skanska deveria desistir de um dos acertos: "SK não ficou com nada, quer posição futura".

CLIQUE AQUI e leia na Época mais esta reportagem de Diego Escosteguy e Marcelo Rocha. 

PREFEITURA DE ITABUNA DEIXA PAIS DE FAMÍLIAS FORA DA FOLHA

Enquanto a roubalheira  da Petrobras continua, todo dia descobrindo novos corruptos. Parecendo até uma areia movediça; quanto mais se esperneia, se atola! Em Itabuna parece que deu a louca na Secretaria de Administração, é que muitos servidores públicos municipais, inclusive, concursados ficaram foram da "folha" de dezembro, ou melhor, deste mês! 

Será que o "Prefeito Vane PRB Universal/PT", não sabe o que é responsabilidade? Não sabe o que é ser um pai de família? Para deixar esses "pobres funcionários" que dedicam o seu tempo ao município ficarem impossibilitados de fazer a sua feira de Natal e a ceia de suas respectivas famílias?   

A violência, não é só matar, assaltar, atropelar, roubar o erário público, deixar o município sem saúde, e o povo morrendo às portas dos hospitais que estão fechando! Violência é isso aí! É não pagar ao pai de família,,, "Acender uma vela para Deus e outra para o diabo", contribuindo, assim, para a desarmonia do lar, a falta de amor! O filhinho de um desses funcionários pedir um presente e não ter, e o pai ficar com os olhos cheios de lágrimas!

Aonde está a sua sensibilidade de cristão Prefeito? Onde está a cidade da paz?  o povo de Itabuna é ordeiro, sensível e  trabalhador... Pena, que as pessoas de fora não sabia disso!           

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

CPI confronta hoje versões de ex-diretores da Petrobras

BLOG DO JM » Últimas Notícias » Arquivo » CPI confronta hoje versões de ex-diretores da Petrobras
Paulo Roberto Costa (à esquerda) e Nestor Cerveró são esperados no Senado (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
Paulo Roberto Costa (à esquerda) e Nestor Cerveró são esperados no Senado (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
A CPI mista que investiga supostas irregularidades na Petrobras fará nesta terça-feira (2), às 14h30, uma acareação entre os ex-diretoresda empresa Paulo Roberto Costa (Refino e Abastecimento) e Nestor Cerveró (área Internacional). A presença de ambos está confirmada, mas eles poderão se recusar a falar durante a sessão.

Durante depoimento prestado em acordo de delação premiada, Paulo Roberto Costa teria apontado Nestor Cerveró como um dos funcionários da Petrobras beneficiados por suposto esquema de pagamento de propina instalado na empresa. Cerveró, porém, disse durante depoimento à CPI mista, em setembro, que desconhecia a existência do esquema.

Se você quer fazer oposição aos crimes do PT, mande seu e-mail

TERÇA-FEIRA, 2 DE DEZEMBRO DE 2014

Se você quer fazer oposição aos crimes do PT, mande seu e-mail agora para os deputados e senadores protestando contra o PLN 36/2014. A votação começa às 12 horas.

É louvável, é emocionante, mas de pouco adianta sair na rua com plaquinha pedindo "impeachment já". A imprensa não cobre, a Oposição não pode participar porque radicais e infiltrados aparecem e no final tudo vira apenas um espetáculo para os mesmos grupos de sempre, que se digladiam no facebook e no twitter postando fotos e vídeos debatendo se havia mil, duas mil ou dez mil na manifestação. Fui duro demais? Às vezes é necessário.

Agora leia este post para entender o absurdo que está acontecendo neste momento no Brasil. Dilma está comprando deputados e senadores por R$ 750 mil para que votem um projeto de lei que retira qualquer possibilidade de impeachment por descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. Querem o impeachment da Dilma? Ajudem a Oposição a derrubar, como na semana passada, a sessão que vai votar o PLN 36. A votação começa às 12 horas.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

PT articula volta da CPMF

PT articula volta da CPMF. É bom lembrar ao José Serra, ao Beto Richa e ao Antonio Anastasia que o PSDB é totalmente contra.

Hoje a Folha de São Paulo informa que os governadores petistas articulam a volta da CPMF, o imposto sobre transações financeiras. Na matéria, feita no Ceará, onde o PT esteve reunido, envolve lideranças do PSDB, inclusive com aspas, ou seja, com declarações dadas por tucanos à reportagem. Reproduzimos abaixo:

Outro defensor declarado é o tucano Beto Richa, reeleito governador do Paraná. "Preciso consultar o partido. Mas já me manifestei a favor da CPMF", afirma.

A ideia segundo a qual poderia haver um entendimento suprapartidário sobre o tema é baseada ainda na posição histórica de várias lideranças sobre o assunto. 

No Senado, por exemplo, também há adeptos no próprio PSDB, a principal sigla de oposição. É o caso dos recém-eleitos José Serra, ex-governador de São Paulo, e Antonio Anastasia, ex-governador de Minas Gerais. 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Governo prepara volta do tributo da gasolina, diz jornal.

O tributo da gasolina vem aí, de novo, no governo Dilma.
O tributo da gasolina vem aí, de novo, no governo Dilma.
A volta da cobrança da Cide (contribuição para regular o preço dos combustíveis) faz parte do pacote fechado pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) e apresentado ontem à presidente Dilma Rousseff com medidas para reequilibrar as contas públicas, segundo informa nesta quarta-feira (26) reportagem de Valdo Cruz, na Folha de S. Paulo.

A decisão final, segundo a Folha, será tomada em reunião da presidente com a nova equipe econômica. Nesta terça (25), ela recebeu no Planalto o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o novo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa.

Na reunião, da qual participaram Alexandre Tombini -que será mantido no cargo como presidente do BC- e Aloizio Mercadante (Casa Civil), foram discutidas as novas medidas e a futura equipe econômica.

Os nomes ainda não foram anunciados porque Dilma queria esperar a aprovação, pelo Congresso, de autorização para que o governo descumpra a meta fiscal deste ano. O projeto ainda não passou pelo plenário. Além da Cide, o plano inclui propostas de redução de despesas com seguro-desemprego, abono salarial e pensão pós-morte. As duas primeiras atingem cerca de R$ 45 bilhões por ano. (Valdo Cruz, Folha de São Paulo).

Vem aí o "tarifaço" da Dilma

Vem aí o "tarifaço" da Dilma. E junto com ele, velhos impostos serão ressuscitados.

Depois de acabar com a Lei de Responsabilidade Fiscal, por ter promovido uma verdadeira gastança der mais de R$ 100 bilhões para se reeleger, Dilma Rousseff prepara um "tarifaço" para que o povo, como sempre, pague a conta. Junto com o aumento das tarifas públicas, está certa a volta da Cide, o imposto sobre combustíveis. Em seguida, será a CPMF. E a tabela do IR pessoa física até agora nada. A matéria abaixo é da Folha de São Paulo.

A volta da cobrança da Cide (contribuição para regular o preço dos combustíveis) faz parte do pacote fechado pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) e apresentado ontem à presidente Dilma Rousseff com medidas para reequilibrar as contas públicas. 

Segundo a Folha apurou, a decisão final será tomada em reunião da presidente com a nova equipe econômica. Nesta terça (25), ela recebeu no Planalto o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o novo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa. 

Na reunião, da qual participaram Alexandre Tombini --que será mantido no cargo como presidente do BC-- e Aloizio Mercadante (Casa Civil), foram discutidas as novas medidas e a futura equipe econômica. 

Os nomes ainda não foram anunciados porque Dilma queria esperar a aprovação, pelo Congresso, de autorização para que o governo descumpra a meta fiscal deste ano. O projeto ainda não passou pelo plenário. Além da Cide, o plano inclui propostas de redução de despesas com seguro-desemprego, abono salarial e pensão pós-morte. As duas primeiras atingem cerca de R$ 45 bilhões por ano. 

VALOR INCERTO
Técnicos disseram à Folha que a proposta de retorno da Cide tem cenários com recomposição parcial ou integral do valor que era cobrado em 2008 --R$ 0,28 por litro de gasolina e R$ 0,07 por litro de diesel. A tendência, caso a medida seja aprovada, é fazer uma volta parcial. 

A contribuição, que foi sendo reduzida ao longo dos últimos anos e zerada em 2012 para segurar os preços dos combustíveis, pode gerar cerca de R$ 14 bilhões de receita por ano se cobrada em seu maior valor. Além de reforçar o caixa do governo federal, que está no vermelho, a volta da Cide é uma reivindicação do setor de etanol para tornar o combustível mais competitivo. 

LEVY EM BRASÍLIA
Levy e Barbosa estavam ontem a Brasília para reuniões com a presidente Dilma a fim de fechar as linhas gerais das medidas que devem ser divulgadas no anúncio oficial da nova equipe, nesta quinta-feira (27). Mantega deve se despedir de sua equipe já na sexta, embora a transmissão do cargo possa ficar para a segunda. 

Dilma está fechando também a escolha de outros nomes da equipe econômica. No Tesouro Nacional, são cotados Tarcisio Godoy, que foi secretário-adjunto do órgão quando foi chefiado por Joaquim Levy no governo Lula, e Carlos Hamilton, diretor de Política Econômica do BC. 

No BNDES, Luciano Coutinho pode ficar mais um ano. Para a presidência do BB, ela analisa os nomes de Paulo Cafarelli --hoje secretário-executivo da Fazenda-- e do vice-presidente do banco Alexandre Abreu. Na Caixa, Jorge Hereda deve continuar no comando da instituição.