Agentes da DRFC pulam o
muro de uma casa em Nova Iguaçu, durante a Operação Colmeia Foto: Fernando
Quevedo / O Globo/Extra
Duas operações policiais ocorrem no Rio desde a madrugada
desta terça-feira. A Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DFRC) prendeu
acusados de sequestro e roubo. E a Corregedoria Geral Unificada (CGU) tem como
alvo agentes da mesma DRFC: agentes da especializada são acusados de formar uma
quadrilha que extorquia dinheiro de transportadores de cargas ilegais. Para isso,
eles contavam com um informante, que agia como um falso policial e indicava as
empresas que transportavam produtos irregulares. Os agentes, então, negociavam
a devolução da carga apreendida mediante pagamento de propina.
A ação para prender os policiais da DRFC foi apelidada de
Operação Carga Pesada. As equipes da CGU contam com o apoio do Grupo de Atuação
Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, da
Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol), Corregedoria da Polícia Militar,
da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos
Especiais (Draco/IE) e da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte). Os agentes
visam a cumprir nove mandados de prisão e 44 de busca e apreensão. Além dos
policias, são alvos um bombeiros e um PM que integravam a quadrila. Pelo menos
oito pessoas foram presas.
Enquanto a CGU faz a Operação Carga Pesada equipes DRFC estão
na rua para desarticular uma quadrilha de roubo de veículos, cargas de
caminhões, residências e de sequestrar algumas das vítimas. A ação foi chamada
de Operação Colmeia e já prendeu sete pessoas. Foram expedidos 22 mandados de
prisão contra o grupo, sendo que cinco já tinham sido cumpridos nas últimas
semanas, e 19 de busca e apreensão.
A operação ocorre em municípios da Baixada Fluminense, como
Nova Iguaçu, São João de Meriti e Queimados, além de Vigário Geral e a Favela
Nova Holanda, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio. A ação tem o apoio de
outras delegacias especializada, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core)
e de dois veículos blindados. As investigações começaram em agosto e
constataram que os suspeitos realizavam, em média, oito roubos por semana.
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