Novo presidente do STF
diz que não vai haver “turbulências” na Corte e não comenta nota de José
Dirceu
O ministro Joaquim
Barbosa afirmou nesta quarta-feira — ao fim da sessão plenária em que foi
eleito presidente do Supremo Tribunal Federal para suceder Ayres Britto — que
“com certeza, não haverá turbulências nem grande inovações” nos dois anos de
seu mandato. Ele tomará posse no próximo dia 22.
“Ir para a política?
Não. Nunca fiz política, não será agora que vou fazê-lo”, afirmou o ministro ao
responder a uma pergunta sobre a repercussão junto à opinião pública de sua
atuação como relator da ação penal do mensalão. Também não se considera um
“herói”: “Nem um pouco, sou um anti-herói, não dou bola pra essas coisas. Mas
fico muito grato com a manifestação das pessoas”.
No entanto, o ministro
respondeu positivamente à pergunta sobre o que representava o fato de ele ser o
primeiro negro a presidir o STF: “Representa muita coisa, porque no Brasil,
segundo dados do IBGE, nós [negros] constituímos hoje a maioria da população,
50 e poucos por cento. Então é um fato extraordinário, o fato de pela primeira
vez ter-se alguém (um negro) na presidência do Poder Judiciário.”
Sobre a nota de José
Dirceu — condenado por 8 votos a 2 pelo STF por crime de corrupção ativa —
Barbosa foi lacônico: “Não costumo
comentar manifestação de político, esse não é o meu papel. Ele é um réu, e réu
eu trato como réu. Os réus são tratados como tais por mim. Se determinado réu
resolve politizar o julgamento, problema dele”.

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